“O Julgamento de Arlete” avança na pós-produção e abre captação via Lei do Audiovisual
Produção portuense tem apoio da prefeitura via secretaria da cultura e turismo
Divulgação

O longa-metragem tocantinense O Julgamento de Arlete, previsto para estrear em 2026, segue em fase de finalização e pós-produção. A pílula promocional publicada pela atriz e protagonista
Letícia Cerqueira em novembro de 2025 já ultrapassa 919 mil visualizações orgânicas nas redes sociais, ampliando o alcance da obra e da divulgação do filme antes mesmo da estreia.
Produzido pela Cerrado Criativo, em coprodução com a Surreal Filmes, o longa foi realizado em Porto Nacional, com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria da Cultura do Tocantins e Ministério da Cultura.
A produção reuniu dezenas de profissionais tocantinenses entre elenco, equipe técnica, fornecedores e trabalhadores indiretos, movimentando a cadeia criativa local e fortalecendo o audiovisual produzido no Norte do país.

Comédia
Dirigido e roteirizado por Claudia Roberta, o filme é uma comédia irreverente que acompanha Arlete, dona de um bar na fictícia Caju Seco que, após ser presa injustamente, enfrenta uma
série de situações caóticas para provar sua inocência. A obra utiliza humor e cultura popular para abordar temas contemporâneos como desinformação, julgamentos públicos e construção
de narrativas na era digital.
A personagem Arlete nasceu originalmente nas redes sociais através da atriz e humorista portuense Letícia Cerqueira e ganhou novos contornos para o cinema a partir da parceria criativa desenvolvida com Claudia Roberta. O projeto marca também o primeiro longa-metragem protagonizado pela atriz. Além da fase de finalização, O Julgamento de Arlete está com captação aberta via Artigo 1A da Lei do Audiovisual, mecanismo federal regulamentado pela ANCINE que permite que empresas
tributadas no lucro real invistam em obras audiovisuais brasileiras por meio de incentivo fiscal. A produção busca parceiros interessados em associar suas marcas a uma obra independente produzida no Tocantins, com potencial de circulação nacional, participação em festivais e expansão para novas janelas de exibição. A Cerrado Criativo atua desde 2019 no desenvolvimento de projetos audiovisuais e culturais voltados para narrativas do Cerrado e da Amazônia Legal, com foco na formação, produção e fortalecimento do cinema produzido fora do eixo Rio-São Paulo. Com O Julgamento de Arlete, a produtora busca ampliar a circulação de obras regionais e consolidar novas possibilidades de mercado para o audiovisual portuense.

Segundo Claudia Roberta, o objetivo do projeto é fortalecer a circulação do audiovisual nortista e ampliar a visibilidade de narrativas produzidas a partir de diferentes territórios brasileiros.“Existe uma potência criativa no Norte do país que sempre existiu. Essas histórias,artistas e produções sempre estiveram aqui, mesmo longe dos grandes centros e dos espaços
de maior visibilidade. O filme nasce desse território, dessas vivências e da vontade de ampliar essa presença e essa circulação”
, afirma a diretora.
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