Documentário tocantinense sobre o território Xerente é exibido na 43ª Semana da Cultura de Porto Nacional
Filme ainda inédito em plataformas foi selecionado para um dos festivais mais antigos do país, o Guarnicê, no Maranhão
Foto: Evandro Silva/Secom Porto Nacional

A programação da 43ª Semana da Cultura de Porto Nacional destacou, nesta sexta-feira, 20, o tema “Porto em Imagens – Vozes que projetam o Tocantins”, voltado ao audiovisual, às artes digitais e à juventude. Encerrando as atividades da tarde, a Secretaria Municipal da Cultura e do Turismo promoveu a exibição inédita na cidade do documentário tocantinense “Uma estrada que corta o território do Xerente”, longa-metragem contemplado pela Lei Paulo Gustavo.
Dirigido e produzido por Túlio de Melo, com assistência de Romário Srowasde Xerente e Leandro de Alcântara, o filme é o único representante do Tocantins selecionado para a 48ª edição do Festival de Cinema Guarnicê, um dos mais tradicionais do país. Antes de chegar a Porto Nacional, o documentário foi exibido em pré-estreia no cinema do Palmas Shopping e também em Miracema, para estudantes indígenas do curso de Serviço Social. A exibição no município ocorreu no auditório do Centro de Convenções Vicente de Paula (Vicentão), marcando o encerramento do ciclo de apresentações antes do início da distribuição para festivais.

Segundo Túlio de Melo, a ideia do documentário surgiu a partir de uma pesquisa acadêmica na área de filosofia do cinema, no tempo que fazia o mestrado. “A partir disso surgiu a oportunidade de trazer esse contexto para pensarmos sobre uma questão territorial, documentar a questão sobre territórios indígenas a partir do povo Xerente. Mas o documentário não se limita a esse território específico, ele é mais amplo. O trabalho de distribuição para festivais de cinema já foi iniciado pela produtora que é GBM Filmes e ficamos muito honrados com o resultado do filme ter sido selecionado para a 48ª edição do Festival de Cinema Guarnicê. É o único filme do Tocantins a estar lá na lista dos selecionados e nós estamos muito honrados porque é um dos festivais mais antigos do país”, destacou.
Ainda conforme o diretor, o projeto foi desenvolvido de forma colaborativa, com envolvimento de profissionais de diferentes regiões do país. A pesquisa que deu origem ao documentário teve início na Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Palmas, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma escola de cinema do Rio de Janeiro. Já a etapa de produção contou com a participação de mais de 50 pessoas, integrando equipes de Palmas, Brasília e Rio de Janeiro.
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